Desde o ano passado, o Brasil tem acompanhado o desenrolar de um dos maiores escândalos de corrupção do país: o Banco Master. O esquema de fraude bilionário envolveu na mesma teia fraudulenta políticos dos três poderes, funcionários do Banco Central, gestores públicos, além empresas públicas, fundos de investimentos e de pensão em diferentes estados e municípios brasileiros. Entre eles, o RioPrevidência.
Diante deste cenário, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOl/RJ) protocolou, durante a sessão plenária de hoje, um requerimento solicitando a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Alerj para apurar investimentos realizados pelo RioPrevidência e Cedae no Banco Master (R$2,6 bilhões e R$ 200 milhões, respectivamente) e em suas empresas coligadas ou subsidiárias. Segundo o requerimento, a CPI tem por objetivo avaliar o impacto das operações de investimentos no Master para servidores, aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, que dependem dos recursos da autarquia.
Nos últimos anos, o RioPrevidência foi alvo de sucessivas gestões fraudulentas, já denunciadas por Serafini, que resultaram em prejuízos bilionários aos cofres públicos. Nos últimos meses novas suspeitas de irregularidades vieram à tona, o que preocupa sobretudo no contexto de superendividamento de servidores e pensionistas por conta de contratos envolvendo o Master e o Credcesta (cartão de benefício consignado voltado aos aposentados e pensionistas). Para Serafini, que presidiu entre 2019 e 2021 a CPI do RioPrevidência na Alerj, a instauração da nova Comissão de Inquérito é urgente.
– A necessidade de investigação é imediata diante da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Este evento potencializa radicalmente os riscos e impactos sobre os ativos do RioPrevidência, dos quais dependem milhares de servidores, aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro – disse o deputado, que em novembro do ano passado denunciou os investimentos do RioPrevidência no Master à Polícia Federal.
O requerimento protocolado por Serafini, conta com apoio de 24 assinaturas dos seguintes parlamentares do legislativo fluminense: Renata Souza (PSOL/RJ), Dani Monteiro (PSOL/RJ), Professor Josemar (PSOL/RJ), Yuri Moura (PSOL/RJ), Elika Takimoto (PT), Zeidan (PT), Verônica Lima (PT), Renato Machado (PT), Marina do MST (PT), Lílian Bhering (PCdoB), Dani Balbi (PCdoB), Martha Rocha (PDT), Vitor Júnior (PDT), Jari Oliveira (PSB), Carlos Minc (PSB), Luiz Paulo (PSD), Vinícios Cozzolino (PSD), Célia Jordão (PSD), Carla Machado (PSD), Índia Armelau (PL), Márcio Gualberto (PL), André Correia (PP), Guilherme Schleder (psd)
Segundo o Regimento Interno da Alerj, por contar com as assinaturas de 1/3 dos deputados, a CPI deve ser criada automaticamente no prazo máximo de 48 horas.

