Segurança Pública e Direitos Humanos

Por outra política de segurança

DSCN4736

Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), nos últimos 10 anos, foram registrados 64.013 assassinatos no estado do Rio de Janeiro. O número é alarmante.  E caso fossem somados os chamados autos de resistência e desaparecimentos forçados, como o caso do pedreiro Amarildo, o número seria ainda maior. Nossa política de segurança é ineficaz e faz de nossa polícia a mais violenta do mundo, responsável por um número de mortes equivalente a 20% dos homicídios. Mesmo após a implantação da UPP, a violência aumenta em todo o estado.

A UPP tem o objetivo de garantir que a cidade se transforme num mero um balcão de negócios a serviço da especulação imobiliária. O resultado disso tem sido o deslocamento da incidência de determinados crimes para outras regiões e a militarização do cotidiano das áreas com UPP.

Algumas de nossas Propostas e compromissos de luta:

1) Defender a Segurança Pública como política voltada para a garantia dos direitos das pessoas, especialmente o direito à vida e à liberdade

2) Redirecionar a prioridade da ação policial para a investigação de homicídios, o controle do tráfico de armas e o fortalecimento das delegacias especializadas

3) Defender a desmilitarização da polícia; fortalecer o sistema estadual de prevenção e combate à tortura, e as políticas de educação e trabalho nos presídios

4) Investir nos profissionais da segurança, com salários dignos, planos de carreira e formação adequada voltada para o respeito aos direitos humanos