Flavio Serafini

IMG_6371Flavio Serafini, 35 anos, é niteroiense e professor de Sociologia. Antes de ser eleito deputado estadual pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) do Rio de Janeiro ­ posto que ocupa atualmente ­ foi professor­ pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz) . Sua história com a militância começou cedo, aos 16 anos, em defesa do passe livre e do acesso à cultura. Como estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), fez parte do Diretório Central dos Estudantes, afirmando sempre a defesa da Educação Pública, da necessidade de ampliação do acesso à educação e da permanência dos estudantes na Universidade. Além do trabalho como professor da rede estadual e privada desde 2005, após 2007, dedicou­-se à fundação e construção do PSOL em Niterói, sendo presidente do Partido no município por duas gestões (2008/­2010 e 2012/­2014). Destaca-­se na cidade na luta permanente contra o aumento das barcas e dos ônibus. Serafini também tem sido atuante nas mobilizações em apoio às vítimas das chuvas de 2010, mais conhecida como a Tragédia do Morro do Bumba , com sérias consequências em mais de 20 comunidades. Na ocasião, participou da criação do Comitê de Solidariedade aos Desabrigados de Niterói. Com o propósito de transformar a cidade em um espaço democrático com justiça ambiental e social, foi candidato à prefeitura de Niterói em 2012. O resultado foi a conquista de 18,5% dos votos no pleito, totalizando quase 50.000 votos e conquistando o terceiro lugar nas eleições, sem fazer uma campanha milionária e sem contar com financiamento da especulação imobiliária, das empresas de ônibus e das empreiteiras.flavio1 Coerente com sua trajetória, foi eleito parlamentar em 2014 com 16.117 votos, assumindo o compromisso de fazer um mandato coletivo, resultado de processos de mobilização e de luta feitos com companheiros nos últimos anos. O mandato assume duas frentes principais: educação e justiça socioambiental. Em sua atuação na Alerj, integra atualmente as Comissões Permanentes de Direitos Humanos, Educação, Meio Ambiente e Saúde e a CPI da Crise Hídrica. Propôs ainda a criação da Comissão Especial da Baía de Guanabara e a Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário. Nas ruas, o mandato promove encontros com os movimentos sociais e ativistas denominado Circuito de Lutas, atividade que consiste em visitas a territórios com processos de resistência popular de diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro, e Círculos temáticos, que discutem e propõem coletivamente ações parlamentares.