Depois da operação Cadeia Velha, – que teve como alvo o pagamento de propina a políticos pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) – o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-RJ) votou com unanimidade pela prisão de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos da cúpula do PMDB na Alerj. Agora a Assembleia vai decidir o futuro do Estado do Rio de Janeiro em uma votação extraordinária que acontece nesta sexta-feira (17/11). A posição da bancada do PSOL já é clara: votará pelo afastamento deste grupo político que quebrou o Rio.

Este grupo foi responsável pelos quase R$200 bilhões concedidos como isenção para empresas que, agora, diante deste acontecimentos e outros que já denunciamos, se revela como parte deste grande esquema. A consequência disso foi a sangria dos serviços públicos: hospitais estaduais ficaram sem verbas e com profissionais precarizados, a UERJ sofreu duros ataques, servidoresestaduais estão sofrendo mensalmente com incerteza de receber seu salário e o projeto frágil de Segurança Pública caiu por terra.

A bancada do PSOL na Alerj denunciou categoricamente esse desmonte. Entre nossas iniciativas, fizemos o pedido de impeachment de Luiz Fernando Pezão, protocolamos a criação da CPI da Fetranspor, da CPI da auditoria da dívida do estado, da CPI das isenções fiscais e a da saúde para investigar a relação público-privada e de financiamento do setor; brigamos pela redução de cargos comissionados e salários dos parlamentares em tempos de crise; apoiamos a da bancada carioca. Nada disso foi adiante! Tínhamos condições legais para hoje estar hoje deixando tudo às claras com essas investigações, mas esse grupo político obstruiu esse processo.

Para suavizar o impacto da crise na vida dos trabalhadores desenvolvemos mais de dez projetos que beneficiavam os servidores estaduais, entre eles a garantia dos salários em dia em tempos de crise, compensação de dívidas como IPVA enquanto os salários tiverem atrasados; além de combater fortemente a privatização da Cedae, uma das moedas de troca usadas por este grupo que hoje está na berlinda.

Atenção! O modo como cada deputado votará vai orientar o que ele acredita. De consciência tranquila, o PSOL continuará se opondo a esta organização calamitosa chamada PMDB.