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Serafini visita universidades no norte fluminense

No início desta semana os deputados estaduais Flavio Serafini e Marcelo Freixo, ambos do PSOL, foram a Campos dos Goytacazes para participar de dois debates nas duas universidades públicas locais. O primeiro evento foi no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF)  com a temática “A ofensiva conservadora e combate aos retrocessos” e na Universidade do Norte Fluminense sobre a situação das universidades estaduais.

Flavio aproveitou o primeiro debate para lembrar que a onda conservadora serve para mascarar certos debates mais profundos como os retrocessos da reforma da previdência e trabalhista. Enquanto candidatos defensores das morais e bons costumes gritam por exposição de arte, votam a favor dos empresários e retiram direitos dos trabalhadores. “Esse discurso moral disfarça o lado que defendem”, avaliou Serafini.

Na UENF a questão no debate da situação do Estado do Rio de Janeiro e, em consequência, das universidades. A realidade entre elas é a mesma: trabalhadores e bolsistas sem salários e estrutura mínima de funcionamento escassa. No total, são 5500 estudantes, sendo 1700 bolsistas impactados por este retrocesso. No caso da UENF, a universidade encontra-se atualmente sem contrato de vigilância, que está sendo feito pela polícia.

Isso acarreta, por exemplo, na insegurança dos estudantes. De acordo com relatos de trabalhadores e estudantes, o campus já teve denúncia de invasão, roubo de laboratórios, assaltos e até sequestros. A avaliação da Associação dos docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) é que a falta de segurança no campus tem aprofundado a situação de abandono dos alunos e pode comprometer a volta às aulas.

E o cenário não tem perspectiva de mudança. Para o Orçamento de 2018 seriam necessários cerca de R$10 milhões para arcar com as despesas. No entanto, estão previstos apenas R$3900 milhões.

“É um absurdo o que estão fazendo com nossas universidades do Rio. Essa falta de investimento terá consequências históricas para nossos estudantes. A crise da educação foi provocada pelo grupo político que mais isentou empresário. Tem dinheiro para grandes empresas, mas não tem pra educação”, afirmou Flavio Serafini.

Serafini e Freixo ainda aproveitaram a ida ao Norte Fluminense para encontrar representantes da luta contra o Porto do Açu. O conflito do Açu é considerado um dos mais longos da história recente do país. Moradores em sua grande maioria composta por pequenos agricultores e pescadores sofrem há uma década com a construção do maior empreendimento minero-portuário do mundo e perderam suas terras. Hoje o Porto não foi construídos e os trabalhadores não podem retornar a suas propriedades. Dentro da Alerj há um pedido de CPI para investigar o caso, mas até agora o processo nada andou. Os parlamentares se comprometeram em cobrar os responsáveis na Casa Legislativa.