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Ruth de Souza, atriz Pérola Negra, é homenageada

Ela é uma das mulheres brasileiras que romperam barreiras, que enfrentou o racismo, que  desafiou o machismo e se consagrou nas artes cênicas. Não é possível falar da história da arte cênica brasileira, sem falar desse nome:  Ruth Pinto de Souza,  popularmente conhecida como Ruth de Souza. Essa mulher de luta e de coragem. É importante lembrar que Ruth não é só a maior atriz negra brasileira, mas é uma das maiores atrizes do nosso país. Ruth começou a dar os primeiros passos no teatro, em uma época em que os atores negros não eram reconhecidos e não eram contratados para fazer peças teatrais ou filmes. Ainda vigorava o black face, o black face. Uma prática abominável, vergonhosa e triste, mas que foi uma realidade na primeira  parte do século XX no Brasil. Diante desse cenário, o grande líder negro, dramaturgo , ator e poeta Abdias Nascimento junto com Agnaldo Camargo fundaram o TEN (Teatro Experimental do Negro), que  promovia  um trabalho de educação e iniciação cultural para população negra. O TEM foi fundamental para construção da identidade negra e afro-brasileiro no início do século passado. Foi com o Teatro Experimental do Negro que Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a subir no palco do teatro Municipal do Rio de Janeiro, o mais importante palco do teatro brasileiro naquele período, com a peça “O  Imperador Jones”.

 

Por essa e tantas outras conquistas e histórias, que o mandato coletivo Flavio Serafini (PSOL) concedeu o Prêmio Dandara, uma condecoração direcionada às mulheres negras brasileiras e seus feitos. Durante a cerimônia realizada no Teatro Rival estavam atores, atrizes, militantes do movimento negro e muitos fãs. Prestaram homenagens a ela durante a cerimônia a roda de samba Moça Prosa, o ator Deo Garcez, a representante do fórum de mulheres negras Luciene Lacerda, a atriz Léa Garcia, o curador da exposição ‘Pérola Negra’, Breno Lira, a jornalista Luciana Barreto, as vereadoras Talíria Petrone e Marielle Franco, o biógrafo de Ruth de Souza, Julio Claudio e o diretor de cinema Joel Zito. Ângela Leal, diretora do Teatro Rival, também mandou mensagem carinhosa. “A sua acolhida maternal e carinhosa, me estendendo a mão e me oferecendo junto com Léa Garcia, segurança e proteção nas inesquecíveis noites de sonho e ensinamentos em sua casa no Leblon, quando eu começava dar os primeiros passos na carreira artística moram no meu coração”, disse em nota Angela.