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Flavio Serafini protocola representação no MP de Nova Friburgo

Deputado Estadual do PSOL vai pedir apuração sobre enchente que atingiu 60 famílias no distrito de Mury em novembro do ano passado.

O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL/RJ) protocolou uma representação no Ministério Público Estadual, em Friburgo, pedindo apuração sobre a enchente ocorrida entre os dias 12 e 13 de novembro de 2016 em Debossan, distrito de Mury.

Durante as chuvas de novembro do ano passado, 60 imóveis ficaram inundados e foram vistoriados pela Defesa Civil. De acordo com órgão, o alagamento em Mury foi causado por uma “cabeça d’água” na cabeceira do Rio Santo Antônio, na localidade de Macaé de Cima, e teria durado pouco mais de 30 (trinta) minutos. Esta versão é contestada pelos moradores que foram averiguar a barragem logo após a inundação, gravando vídeos e fazendo fotografias que apontam a ruptura da barragem como a causa da inundação.

Segundo relatos, um acúmulo de lixo nas grades da represa da Concessionária Águas de Nova Friburgo em Debossan, fez com que o nível da barragem aumentasse para além do vertedouro. O que teria provocado o rompimento da grade de proteção, causando o alagamento. Moradores da região denunciaram que com o acúmulo de detritos na grade, o espelho d’água teria subido cerca de 70 cm (setenta centímetros).

Assim, com a pressão a grade da barragem teria rompido, despejando uma grande quantidade de água no rio o que teria ocasionado o alagamento em Mury. Com a denúncia, os moradores encaminharam fotos das grades estouradas sobre a barragem e nas margens do rio e vídeos feitos no local que demonstram os danos sofridos e indícios de que as grades podem ter acumulado materiais, bloqueando a água que verteria sobre a barragem. Quando a pressão se tornou insuportável a grade teria rompido gerando o alagamento na região à jusante da barragem.

Para Flavio Serafini, é urgente a apuração dos fatos pois referem-se a possíveis irregularidades na manutenção da represa da Concessionária Águas de Nova Friburgo em Debossan, bem como a impactos potencialmente irreversíveis aos direitos coletivos dos moradores de Mury, em Nova Friburgo, e às suas vidas e integridade física, violando direitos fundamentais, além de danos materiais reparáveis.