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Escola de Cabo Frio exige eleição para direção da unidade e questiona política do governo Pezão

Nesta terça (21), a partir da reivindicação dos professores do colégio, a equipe do mandato do deputado estadual Flavio Serafini, integrante da Comissão de Educação da Alerj, participou de uma reunião da Regional Baixada Fluminense da Secretaria Estadual de Educação com a comunidade escolar do CIEP 357, em Tangará, Cabo Frio. A Seeduc exonerou a diretora da unidade e estabeleceu uma nova gestora sem promover qualquer diálogo prévio com estudantes, pais e professores. Isso revoltou a comunidade que exigiu essa reunião.

No encontro, a diretora regional Maria Carolina prometeu defender a inclusão do CIEP na próxima leva de eleições diretas, mas explicou que decisão inclui outros atores. Enquanto integrante da Comissão de Educação da Alerj, nos comprometemos a dialogar com Ministério Público e Defensoria para propor essa priorização a comunidade da Tangará. No sábado haverá uma assembleia na escola que deve aprovar uma carta solicitando a urgência nas eleições e nós ajudaremos a encaminhar para os demais agentes públicos. Nesse dia também encaminharão as discussões sobre a composição da Associação de Apoio à Escola e do Conselho Escolar.

Também iremos apurar algumas denúncias sobre a situação das empresas terceirizadas da rede estadual, a falta de trabalhadores terceirizados e o consequente agravamento de problemas de limpeza, que chegam a colocar em risco a saúde de estudantes e profissionais de educação. Problemas como, por exemplo, ninhos de pombo e infestação de fezes desses pássaros ao lado de aparelhos de ar condicionado nos preocuparam bastante. Um CIEP desse tamanho só dispor de quatro (4) trabalhadores para limpeza de toda a unidade, preparação das refeições dos estudantes, cuidar da portaria e dar conta das outras tarefas nos pareceu um número extremamente insuficiente. Havia também um temor sobre a possibilidade da Seeduc propor a extinção do turno da noite na unidade, mas os representantes do governo não apresentaram nenhuma proposta nesse sentido.

A comunidade de Tangará, uma comunidade periférica de Cabo Frio com tantos problemas de violência urbana, precisa ter sua escola valorizada e fortalecida como espaço de vivência, atração e mobilização da juventude! Lutaremos por isso! A educação não pode pagar a conta da crise de Cabral, Pezão e Cia!