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Por respeito à diversidade: ato com diversos movimentos defendem Talíria para presidir a Comissão de DH da Câmara de Niterói

Sem-teto, mulheres, negros e negras, LGBTs, cristãos, umbandistas, estudantes, educadores, jornalistas, pesquisadores, parlamentares, mães. No total, foram mais de 100 pessoas que marcaram presença no ato “Em Defesa dos Direitos Humanos” promovido por diversos movimentos sociais na Câmara Municipal de Niterói nesta terça-feira (7/2).

Durante o ato, os manifestantes pautaram os ataques sofridos na Câmara Municipal em relação ao respeito a diversos direitos e a importância de que a vereadora Talíria Petrone (PSOL) assuma a Comissão Permanente de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente, por conta de sua atuação comprometida com as causas populares.

Na ocasião, a parlamentar comprometeu-se a dar voz aos principais atingidos pela falta de políticas públicas para conter a violência policial, os preconceitos de classe, raça e gênero e também os impactos dos desastres socioambientais. “Vivemos numa cidade de contradições, famosa por seu alto índice de qualidade de vida, mas que nega aos seus pobres o direito à moradia, à saúde e à educação, até mesmo lhes é negado o direito a uma vida segura, especialmente, no caso de negros, mulheres e lgbts. Precisamos ser instrumento para dar voz, para denunciar, para fiscalizar o Executivo e cobrar mudanças nessa realidade de injustiça e desigualdade”, afirmou a vereadora. Taliria disputa a vaga de presidência com Carlos Jordy (PSC), candidato apoiado pela família Bolsonaro.

Entre as organizações e movimentos sociais que mandaram representantes estavam  Grupo Diversidade Niterói (GDN), do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Projeto Moleque, Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos, Frente Evangélica pelo Estado de Direito, Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Justiça Global, Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, Movimento Rua, Movimento UJS, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL), o vereador do Rio Tarcísio Motta (PSOL), o vereador Leonardo Giordano (PCdoB), o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL) , além de representantes dos mandatos dos deputados federais Chico Alencar e Jean Wyllys (PSOL), do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL).

No ato, Flavio Serafini declarou seu apoio à Taliria Petrone e refletiu sobre o momento decisivo que esta disputa representa. “Temos que lutar para que todos tenham seus direitos respeitados. Precisamos defender aqueles que ainda sofrem com diferentes formas de discriminação e opressão tenham base para buscar apoio na Câmara. Respeitar os direitos humanos é garantir uma sociedade com justiça social e respeito à diversidade. Hoje a disputa que se faz aqui é entre aqueles que querem negar a diversidade sexual, aqueles que querem negar que não há racismo neste país e aqueles que os denunciam e lutam pela sua extinção”, avaliou e completou: “A luta que travamos agora na Câmara é suprapartidária, uma luta que ultrapassa as fronteiras de pequenos grupos ideológicos, porque é uma luta que unifica todas aqueles que, mesmo em diferentes caminhos, lutam por objetivos comuns: o respeito à diversidade e a luta contra o racismo, machismo e LGBTfobia. A eleição de Taliria, mulher negra, como a mais votada de Niterói deveria servir de lição para esses coronéis de meia tigela. A cidade de Niterói quer ver mulheres empoderadas. Não podemos deixar que eles avancem. Hoje querem a comissão de direitos humanos, amanhã querem caçar Jean Willys, e depois vão querer nos calar. Não vamos permitir isso”, discursou.
O ato contou ainda com uma intervenção artística para lembrar as vítimas de LGBTfobia assassinadas.