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Cedae, fica! Pezão, sai!

O plenário desta semana foi marcado por fortes emoções. Depois de uma prolongada discussão dos 27 vetos com intuito de adiar a discussão sobre a privatização da Cedae. A semana terminou com tom de derrota para quem defende a empresa pública.

 

Do lado de dentro, com forte escolta policial e, em determinado momento, usando inclusive máscaras de proteção, os parlamentares analisaram praticamente todos os vetos emitidos pelo governador:  um foi retirado de pauta, 14 foram mantidos e 12, rejeitados. O Projeto sobre Cedae recebeu mais de 200 emendas e pareceres das comissões. Apesar de votos divergentes no interior das mesmas, todos foram favoráveis. Durante a discussão, 20 parlamentares falaram no plenário e todas as intervenções foram contra esse ataque à empresa. 

“Estamos diante de uma realidade clara. Trata-se de um grupo político no poder há dez anos que está sendo desmascarado. Agora, este grupo político desmoralizado faz uma reforma de secretariado para distribuir cargos e conseguir maioria na votação da Cedae. Mas a população está de olho, está atenta, e não vai deixar de lutar”, discursou Serafini.

Do lado de fora, a manifestação de servidores públicos foi truculadamente reprimida pelos policiais militares, que receberam o anúncio esta semana de aumento em 10% em seus salários. No final, há relatos de policiais e manifestantes feridos durante os protestos. Algumas das principais ruas próximas à Alerj, no Centro do Rio, foram fechadas, assim como parte do comércio e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A Rua Primeiro de Março, onde fica o Palácio Tiradentes, foi totalmente interditada para a circulação de veículos de acordo com o Centro de Operações.

 

Entenda a ação no plenário

 

Para adiar a discussão da privatização da Cedae no plenário, os parlamentares que se posicionam contra este ataque agiram para atrasar ao máximo esse processo – as sessões extraordinárias se estenderam até as 22h na quarta-feira  e na quinta-feira foram realizadas às 10h, 15h e às 19h. Por volta da meia noite foi encerrada a sessão de discussão da polêmica do dia: a privatização da Cedae.  Pela regra da Casa, é preciso “limpar a pauta” de vetos para que outro assunto entre em discussão. Segunda-feria (13) haverá colégio de líderes para avaliar as emendas e o projeto será votado na terça-feira (14).