Na manhã de hoje (10), os deputados do PSOL entraram com uma representação no Ministério Público Estadual afim de denunciar a falta de transparência nas contas públicas do estado. Levando em consideração três pontos principais, que fazem com que as contas não fechem e o estado do Rio de Janeiro encontre-se na atual crise. São eles:

1. ISENÇÕES FISCAIS

Estima-se que foi concedido R$ 138 bilhões em benefícios fiscais entre 2008 e 2013 para empresas que atuam no Estado. Ao se cruzar os dados, encontramos diversas empresas que receberam benefícios e que estiveram inscritas na dívida ativa, além disso, em alguns casos, as mesmas empresas sonegadoras e que gozam dessas vantagens fiscais, aparecem também entre os doadores de campanha ao PMDB, numa relação que sugere promiscuidade entre os interesses políticos dos representados e o interesse público que deveria orientar a concessão de benefícios fiscais. Vale frisar que a Coca Cola, teve um benefício fiscal maior que o valor da dívida da empresa com o Estado. Importante destacar também que a empresa fez doação eleitoral nas campanhas do Rio de Janeiro nos anos de 2010, 2012, 2014, só ao PMDB foram R$ 7.783.278,00 (quase R$8 bilhões).

2. DESVIRTUAMENTO DE EMPRÉSTIMOS

Relatórios da Secretaria de Fazenda demonstram que o montante da dívida contratual do Estado avançou de forma exponencial a partir de 2006. De R$ 48 bilhões em 2006 para R$ 107 bilhões em 2015. Esse comprometimento do orçamento público para pagamento da dívida comprometeu as demais áreas do Governo como saúde, educação e segurança pública.

3. DANOS AO RIO PREVIDÊNCIA

Constata-se a aplicação irresponsável do dinheiro da Rio Previdência (R$ 4.800.000.000,00 (quatro bilhões e oitocentos milhões de reais) no mercado de investimentos doméstico (nacional) ou internacional. A movimentação vinculou o dinheiro do trabalhador às taxas internacionais do petróleo, causando sérios prejuízos a esse direito social.

Confira o documento completo no link: https://goo.gl/Yh0CKv

Nosso lugar é ao lado do povo! Os trabalhadores não vão pagar pela crise!