Home > Notícias > Educação e Juventude > Estudantes fazem marcha de Bacaxá a Alerj em defesa da Faetec

Estudantes fazem marcha de Bacaxá a Alerj em defesa da Faetec

Jovens caminharam 96 quilômetros de Bacaxá para participar do ato contra o colapso na rede de escolas técnicas. Deputados vão entrar com representação no MP

Um grupo de 21 estudantes enfrentou o sol quente e uma caminhada extenuante de 96 quilômetros, em dois dias, entre Bacaxá e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para denunciar o colapso da rede Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado (Faetec). O grupo de Bacaxá chegou em lágrimas ao Rio, onde se juntou a dezenas de estudantes de outras unidades, a pais e professores da rede. Realizaram um ato de protesto na Candelária contra a crise na Faetec, que envolve o fechamento de pelo menos cinco unidades até agora, além de outras em funcionamento parcial.

Segundo os manifestantes, quando não falta merenda, é servida alimentação estragada, na qual já foram encontradas até mesmo larvas. Há laboratórios fechados, e unidades em péssimas condições de infraestrutura, assim como há profissionais terceirizados sem salário há pelo menos cinco meses. Além disso, a limpeza das unidades é precária e irregular, assim como não há serviço de segurança nos campi.

Os estudantes foram recebidos na Alerj, junto de pais e professores, pelos deputados Flavio Serafini, Dr. Julianelli, Waldeck Carneiro e Comte Bittencourt. Diante da denúncia de que nada do que foi acordado em julho deste ano foi cumprido pelo governo até agora, os parlamentares vão chamar uma reunião com a presidência da Faetec, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, a Defensoria Pública e a Comissão de Educação da Alerj. Além disso, serão feitas visitas a unidades da Faetec e uma representação no Ministério Público estadual com as denúncias reunidas, até agora, em mais de 1.200 páginas de relatórios, com documentos, fotos e vídeos.

Chegamos ao fundo do poço. Depois de tanto diálogo e negociações, nada do que foi prometido aconteceu. Essa realidade demonstra a incapacidade do governo de garantir o direito básico desses jovens à educação. Isso tudo mostra que a educação não é a prioridade nestes tempos de crise”, disse o deputado Flavio Serafini, membro da Comissão de Educação da Alerj.