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Denúncia de violações de Direitos Humanos contra comunidade de pescadores de Marica vai à ONU

Foi enviado na tarde de segunda, 04/07, um comunicado ao Grupo de Trabalho da ONU que monitora violações de direitos humanos cometidas diretamente por empresas, relatando a situação da comunidade tradicional pesqueira de Zacarias, em Maricá, e encaminhando o relatório da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, que elaboramos ao longo de 2015 com a comunidade impactada e os movimentos sociais, e lançado em abril deste ano.

 

Assim como o relatório, o documento enviado à ONU também foi construído coletivamente e assinado pelo deputado Flavio Serafini e pela Associação Comunitária de Cultura e Lazer dos Pescadores de Zacarias – ACCLAPEZ, Associação de Preservação Ambiental das Lagunas de Maricá – APALMA, Movimento Pró-Restinga e pelo Professor Marco Antonio Mello, do Laboratório de Etnografia Metropolitana da UFRJ.

 

O comunicado aponta o estado permanente de violação de direitos humanos da comunidade tradicional causado pelo licenciamento do megaempreendimento imobiliário “Fazenda São bento da Lagoa”, da empresa Iniciativas e Desenvolvimento Imobiliário – IDB Brasil Ltda., subsidiária da transnacional CETYA/Aricam. O projeto já é questionado no judiciário estadual e federal, pelo Ministério Público e por organizações da sociedade civil, e os impactos irreversíveis e desastrosos que sua implementação terá para a restinga e para a comunidade tradicional que lá se encontra ao menos desde 1797 já são evidentes.

 

.Leia o relatório da Comissão de Direitos Humanos: http://bit.ly/28NdsQx

 

O povo quer menos resort e mais restinga! Zacarias fica!

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