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Quem tem medo do debate de “Gênero”?

 

Na última semana, recebemos a notícia de que a Câmara dos Vereadores de Niterói cancelou a audiência pública que aconteceria ontem, 21/06, sobre o debate de gênero nas escolas. A decisão impede um importante debate na nossa sociedade, que vem sendo cada vez mais nublado por mitos impulsionados por lideranças com interesses escusos, que distorcem princípios do cristianismo para impedir um debate sério, que afeta diretamente crianças e jovens.

Na perspectiva do nosso mandato, colocada na fala, “gênero” não é algo natural: é uma construção social que estabelece uma hierarquia entre homens e mulheres na sociedade e garante, por meio de múltiplas violências, que mulheres continuem sujeitas à dominação masculina. Falar sobre gênero é falar também sobre a violência masculina contra a população LGBT, sobre trabalho doméstico, sobre a situação das mulheres negras e periféricas. Debater gênero, portanto, está também no princípio do que pode ajudar a combater o que chama-se de cultura do estupro: a noção de que o corpo das mulheres deve estar acessível aos homens, que se concretiza na realidade nos índices alarmantes de estupro, feminicídio, agressão, assédio, violência doméstica.

Veja o vídeo, opine. É importante que falemos sobre gênero de forma aberta, que saibamos escutar e debater para que possamos avançar. O delegado que se recusou a afirmar que era estupro coletivo, o massacre de Orlando, o fato de Bolsonaro ter se tornado réu no STF, todos estes fatos estão interligados e nos remetem ao debate de gênero. Precisamos fazer dele um debate sereno.

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