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Papo Reto: Regina Bienenstein

No último dia 28, o Psol de Niterói escolheu o nome da professora e urbanista Regina Bienenstein como pré-candidata à vice-prefeita de Niterói. Coordenadora do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais (Nephu), Regina emprestou sua lucidez ao Papo Reto desta semana.

 

O que a senhora considera prioritário em termos de habitação social para Niterói?

 

– A regularização fundiária e a urbanização dos assentamentos precários é algo fundamental. Para não haver gentrificação, essas áreas precisam, necessariamente, serem delimitadas como áreas especias de interesse social. Esse é um paço fundamental para a democratização do acesso à terra regular e para o acesso dos serviços das cidades nesses, como saneamento básico, arruamento e qualificação das moradias.

 

Diante das tragédias como a do Morro do Bumba em 2010, como vê a questão das áreas de risco na cidade?

 

– Já existe um plano municipal de risco desde 2007, mas ele precisa ser atualizado. Grandes obras de contenção devem ser evitas, quando intervenções como o equacionamento da drenagem de uma dada comunidade já resultam a eliminação do risco. Paralelamente, é necessário pôr em xeque um processo de urbanização predatório, evitando que o mercado imobiliário não leve à frente um adensamento sem um planejamento urbano adequado.

 

A senhora vê relação entre esse adensamento sem planejamento com a crise hídrica?

 

A crise hídrica vai bater à nossa porta em breve diante desse adensamento desenfreado ao qual a cidade vem sendo exposta. Esse maneira de fazer cidade aumenta a demanda hídrica em um momento em que justamente é essencial uma racionalidade nesse sentido. A pergunta que não pode faltar nesse debate é: adensar para quê?