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Como vai minha escola? Flavio começa uma série de visitas em escolas estaduais

A primeira unidade escolar em que Flavio Serafini, professor de sociologia, trabalhou foi o Colégio Estadual David Capistrano, no bairro de Santa Bárbara, em Niterói, em 2005 e 2006. E ela foi destino da primeira visita da campanha “Como vai minha escola?”, uma campanha que, junto à Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, fará um diagnóstico mais preciso das condições da escola e, a partir dele, construir coletivamente as alternativas e exigir o pleno direito à educação pública. As visitas servem para fazer uma escuta atenta de toda comunidade escolar.

No dia 27/4 Serafini foi à escola com o intuito de visitar a ocupação dos alunos ali. São mais de 70 ocupações no estado do Rio de Janeiro. “Quando vejo os estudantes cuidando, limpando e cozinhando na escola, vejo que eles se deram conta de que a escola é deles. Eles demonstram que não há por que aceitar o pacto da precarização que tentaram lhes impor. Quando analisamos o cenário político brasileiro, vemos que é vocês que trazem o novo. Vocês estão fazendo história”, disse Serafini aos aos alunos da instituição.

Assim como está no objetivo da “Como vai minha escola?”, o parlamentar do PSOL foi ao David Capistrano para ouvir. E escutou diversas reivindicações. Desde elevadores, visando à inclusão social, até a criação de programas extracurriculares, os alunos apontam as falhas no sistema escolar e mostram que, se ouvidos, vão ter muito a acrescentar ao sistema educacional. Pedem, por exemplo, o fim da terceirização nas unidades educacionais. O passe livre irrestrito, o reajuste do currículo do mínimo e a abolição do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ) são outros pontos. “Cada vez mais politizados, em tempos sombrios, vocês nos enchem de esperança”, disse o deputado estadual.

O mandato de Flavio Serafini compartilhou com os estudantes iniciativas articuladas na Alerj em sintonia com os movimentos das ocupações. Há três pontos nesse sentido: o primeiro trata do projeto de lei que está em pauta pelo qual os diretores de escolas são eleitos diretamente pela comunidade escolar. O segundo é referente à atualização da Lei dos Grêmios Livres, incorporando as novas formas de organização estudantil, evitando a criminalização dos estudantes em ocupações. Já o terceiro é a Campanha “Como vai a minha escola”, que é um diagnóstico das condições estruturais e observação se as práticas democráticas estão sendo levadas vivenciadas.