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Tragédia das chuvas de 2010 em Niterói continua

Vítimas das chuvas de 2010 temem nova tragédia. Os moradores denunciam rachaduras, vazamentos e abalos estruturais nos prédios do conjunto habitacional Zilda Arns, para onde foram transferidos no ano passado.

Na manhã de quinta-feira (03/3), o mandato Flavio Serafini e o vereador Henrique Vieira, ambos do PSOL/RJ, realizaram uma reunião com os moradores do condomínio Zilda Arns. Os relatos desesperados das vítimas da tragédia de 2010 retratam um cenário de precariedade e risco eminente para a vida dessas famílias.

Em reunião realizada em 14 de janeiro deste ano, na sede da Caixa Econômica Federal, em Niterói, diante da presença de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a CEF e a Prefeitura de Niterói assumiram compromissos que foram completamente descumpridos. Os representantes do poder executivo municipal se comprometeram em iniciar obras emergenciais em 15 dias e a Caixa solicitou um prazo de 45 dias para realizar licitação de nova construtora. Ambos os prazos estouraram. Diante da tragédia dessa semana do Minha Casa Minha Vida em Itaipuaçu só aumenta em nós a preocupação do tragédia que pode acontecer em Niterói. Até hoje a Defesa Civil não apresentou o laudo que garanta as condições de segurança do empreendimento Zilda Arns.

Nesse sentido, os mandatos Flavio Serafini e Henrique Vieira irão entrar com representação no Ministério Público denunciando esses fatos e cobrando medidas emergenciais para garantir a vida dessas famílias. Os moradores também vão buscar a Defensoria Pública para garantir seus direitos. E planejamos a realização de uma audiência pública sobre a situação do Zilda Arns e a garantia do direito à moradia na cidade.

“Acompanhamos esses moradores desde a tragédia em 2010 e não vamos descansar enquanto essas pessoas não tiverem uma moradia digna. O poder público não pode ter dois pesos e duas medidas. A vida dos pobres não pode valer menos. Precisamos combater a desigualdade social que mata”, avaliou Flavio Serafini.