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Repressão e falta de diálogo marcam adesão do HUAP à EBSERH

O Conselho Universitário da UFF aprovou, nesta quarta-feira (16), a adesão do Hospital Antônio Pedro (Huap) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A decisão foi tomada de forma arbitrária e sem diálogo com a comunidade acadêmica e a sociedade como um todo. A reitoria da UFF não só impediu a entrada das pessoas interessadas como também mandou policiais e guardas municipais reprimirem estudantes, professores e servidores que protestavam contra a entrada do hospital universitário à EBSERH. Muito spray de pimenta foi atirado aos manifestantes. Por conta dessa ação violenta, o deputado apresentará uma denúncia à corregedoria da PM.

O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL/RJ), que estava presente no local, também sofreu a violência da polícia ao tentar entregar uma liminar que concedia a liberação da participação da comunidade acadêmica e a qualquer cidadão interessado na reunião do conselho Universitário sobre o tema protolocada pelo AdUFF (Associação dos Docentes da Unidade Federal Fluminense) e pelo Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e emitida pelo Juiz Federal Rogério Tobias de Carvalho.

No mandado de segurança coletivo, o Andes afirma que o reitor da UFF Sidney Matos Mello “estaria descumprindo regras internas da universidade, restringindo o acesso da comunidade acadêmica e o público em geral à sessão deliberativa do Conselho Universitário”. Durante a sessão, quando uma conselheira defendeu a posição contrária ao microfone, segundo relatos, o reitor da UFF desligou a caixa de som pessoalmente. Ele saiu escoltado pelos fundos. A população caminhou em direção à reitoria para continuar a manifestação, mas chegando lá, novamente foi reprimida pela violenta postura de policiais.

SOBRE A EBSERH

A Ebserh é uma empresa pública de patrimônio privado, que vem sendo implementada em diversos hospitais universitários Brasil a fora. Com a implementação dessa empresa os vínculos de trabalho pioram, abrem-se portas para os planos de saúde e a autonomia universitária é perdida, entre outras coisas