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LUTA POR DIREITOS É LUTA CONTRA OS PRIVILÉGIOS

Na noite de 28/3 em um auditório lotado do Bloco O no campus Gragoatá do ICHF UFF , o PSOL Niterói lançou o Niterói por Nós, primeira iniciativa do Programa Movimento, que percorrerá a Niterói para debater e construir um novo modelo de cidade coletivamente.

A data não foi por acaso e a programação foi marcada por lutas. Desde a escolha do dia, que relembrava o assassinato do estudante Edson Luis pela ditadura empresarial-militar em 1968 quanto por tantas lutadoras e tantos lutadores presentes no encontro. Representantes de movimentos como MTST, quilombola, educação, saúde, estudantil e tantas pessoas sedentas por transformações profundas feitas por suas próprias mãos.

A atividade lançou ainda a pré-candidatura do deputado estadual Flavio Serafini à prefeitura de Niterói. Na mesa, além de Flavio, estavam o deputado estadual Marcelo Freixo, o presidente do PSOL Niterói, Thiago Melo, a pré-candidata à vice-prefeita e professora especialista em habitação popular na Faculdade Arquitetura da UFF, Regina Bienenstein, além do professor do Colégio Pedro II e candidato ao governo do Rio em 2014, Tarcísio Motta.

Na avaliação do deputado Marcelo Freixo, a responsabilidade da esquerda, nessa conjuntura, é ainda maior. “Estamos vivendo uma crise da república, de representatividade”. Para ele, a próxima eleição será uma disputa de olhar, de entendimento. “O destino de Niterói pode continuar sendo das especulações imobiliárias, das Organizações Sociais, das privatizações, mas, também, pode ser outra coisa, pode ser dos moradores da Niterói”, avaliou. Para Tarcísio não pode abrir mão para as propostas coletivas. “Precisamos elaborar mobilizando e mobilizar elaborando”, concluiu.

“Sabemos que não basta ter boa intenção, não é questão de boa vontade. Para fazer mudanças profundas, temos que encarar e confrontar interesses e privilégios”, avaliou Flavio Serafini que emendou: “Muitos perguntam se esse é um bom momento de pensarmos em disputar uma prefeitura. Eu penso que nesse momento de crise a condução da esquerda é fundamental, porque nossas prioridades são outras, diferentes das postas hoje em que os empresários são poupados em detrimento da população. Em tempos de crise ou fora dele não queremos e não permitimos crianças fora da escola, prato vazio, servidores sem salários”.

Ainda marcaram presença a Ocupação 06 de abril do MTST Niterói, Marta Silva, Renatão do Quilombo e os vereadores Renatinho, Paulo Eduardo Gomes e Henrique Vieira, além de diversos companheiros de luta. A participação da Marta Silva foi marcante. Ela, que perdeu sua casa na Tragédia do Morro do Bumba, falou que desde aquela data houve uma transformação em sua vida. “Antes de 2010, eu era mulher, dona de casa, mãe e amiga, depois do dia 6 de abril, eu passei a ser, além de tudo que já era, guerreira, lutadora e objetiva. Hoje temos luta, amanhã teremos vitória”, refletiu. Vitor do MTST levantou a importância de parlamentares e pré-candidatos assumirem seus lados antes, durante e depois das campanhas. MC Leonardo relembrou como o combate ao funk na cidade foi cruel. “A sociedade hoje grita por mais democracia dizendo: Não vai ter golpe. Quero ouvir todo mundo, a pedido também da democracia, gritar: não vai ter Bope”.

Flavio encerrou o evento fazendo um convite: “Reunimos aqui diferentes trajetórias, diferentes dores e sonhos em comum. Estes capazes de transformar essa cidade. Ainda somos poucos, mas somos imprescindíveis, assim como aqueles que estão lá fora sem voz. Precisamos sair daqui com o sentimento de empoderamento de transformação. Quero muito fazer parte disso”, completou Flavio.

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