Home > Notícias > Educação e Juventude > Crise seletiva – Tá ruim, tá desfavorável

Crise seletiva – Tá ruim, tá desfavorável

No início deste ano, o governador Pezão encaminhou para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) um verdadeiro “pacote de maldades” sob o signo de reformas estruturais necessárias para o enfrentamento da crise econômica que atinge o Estado desde 2015.

Dentre as mais perversas estão o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11 para 14% e o condicionamento dos reajustes salariais em, no máximo, 70% do índice de crescimento das receitas correntes, imputando longo período de arrocho salarial.

Paradoxalmente, no mesmo período, várias mensagens foram encaminhadas concedendo isenções fiscais milionárias a grandes grupos empresariais.

Esse é apenas um aspecto do “modelo de desenvolvimento” adotado pelas administrações do PMDB que em síntese privilegia os interesses do grande capital, provoca o endividamento do Estado e promove o sucateamento dos serviços públicos que atendem milhões de pessoas.

O Mandato Coletivo Flavio Serafini, em conjunto com a bancada do PSOL, faz oposição sistemática a essa lógica, tanto na denúncia dos efeitos nefastos da crise no cotidiano da comunidade escolar, quanto na apresentação de iniciativas que apontam em outra direção: mais investimentos em escolas e Universidades, reajuste salarial e dignidade para os servidores e ampliação de direitos como os projetos de lei que instituem a meia-entrada a atividades esportivas e culturais para todos os professores do Estado (Projeto de Lei nº 513/2015) e que garantem aos responsáveis de alunos de escola pública a gratuidade nos transportes coletivos urbanos intermunicipais no período escolar aos dias letivos (Projeto de Lei nº 396/2015).