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A captura do Estado por interesses privados

Fonte: TSE e TRE

A notícia de que o governador Pezão, no mês de novembro, – ao mesmo tempo em que anunciava o atraso no salário dos servidores públicos e o parcelamento do pagamento do décimo terceiro salário – destinava à cervejaria Petrópolis subsídios fiscais no valor de R$ 687 milhões, fez vir à tona a lógica do modelo de desenvolvimento do PMDB. A cervejaria doou oficialmente mais de R$ 12 milhões ao PMDB do Rio de Janeiro. Mas este caso é só mais um dentre inúmeros que demonstram a captura do Estado por grupos empresariais e de como muitos agentes públicos se tornam operadores de interesses privados.

Esse modelo fracassou. Desde o ano passado, o estado do Rio tem enfrentado uma das piore

s crises da sua história. O aumento do desemprego, a redução da atividade econômica e a queda do preço do barril do petróleo expuseram de forma brutal as fragilidades do governo estadual e, sobretudo, as contradições de seu modelo de desenvolvimento. Há mais de dez anos à frente do governo do estado, o PMDB aprofundou o processo de privatização dos serviços públicos e manejou o orçamento estadual favorecendo grandes grupos econômicos, diminuindo receitas e precarizando serviços públicos. A maioria destes grupos empresariais é grande doadora de campanhas eleitorais do próprio governador e de políticos de sua base.

Por outro lado, além da crise com os servidores, os hospitais estaduais entraram em crise e chegaram a fechar. As UPAS reduziram sua atuação, as Universidades estaduais entraram em crise, o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) passou a funcionar com residentes e bolsistas sem receber salários, o governo anunciou corte de refeição nas escolas uma vez por semana e recu

rsos de diferentes áreas foram cortados.

Em agosto de 2014, o deputado estadual Marcelo Freixo já apontava esse cenário com uma grave denúncia: empresas que doavam ao candidato à reeleição ao governo do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), eram favorecidas com ações do estado como prorrogação de contratos, contratos com dispensa de licitação, comodatos etc. Freixo expôs que, das 10 empresas que até agosto de 2014 haviam feito doações oficiais à campanha de Pezão, oito somavam mais de R$ 5 bilhões em contratos com o governo. Vale lembrar que a maior parte destas empresas está envolvida na Operação Lava-Jato.

Para ilustrar essa grande imoralidade do executivo estadual, tomamos a iniciativa de divulgar as principais empresas doadoras de campanha e quanto elas deram a Pezão. Além disso, resolvermos expor as doações de campanhas aos parlamentares estaduais. A doação de empresas para candidatos era legal até a última eleição, e as informações são públicas e acessíveis no site do TRE e TSE.

O governo não só se nega a rever os subsídios fiscais bilionários que chegam à quase R$10 bilhões por ano, como continua distribuindo benesses, abrindo mão de arrecadação e arrochando os trabalhadores.

Confira aqui quanto os governadores receberam de doação:

Luiz Fernando Pezão (PMDB)

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Marcelo Crivella (PRB)
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Anthony Garotinho (PR)
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Lindberg Farias (PT)
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Tarcisio Motta (PSOL)*
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* Tarcísio Motta NÃO recebeu doação de empresas privadas, apenas de pessoas físicas.

Confira a lista de empresas que doaram, o valor de cada doação e os parlamentares que tiveram suas campanhas financiadas:

Zelando pela transparência também tornamos pública a doação de nossa campanha aqui. Nós não recebemos NENHUMA doação de empresa privada.

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