Home > Notícias > Direito à Cidade > Contra o fechamento e a privatização do Hospital Antônio Pedro

Contra o fechamento e a privatização do Hospital Antônio Pedro

Desde 2008, os trabalhadores do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) estão lutando contra o estado de calamidade que encontra a unidade hospitar. Suspensão de internações, de exames, de cirurgias, fechamento do setor de emergência e falta de medicamentos e insumos são alguns dos exemplos de como vem funcionado o HUAP. Neste momento já são mais de 300 leitos desativados, além das cirurgias eletivas canceladas.De acordo com a direção da casa, como informou diversas vezes à imprensa, essa situação chegou a esse ponto por falta de verbas e repasses do Ministério da Saúde.

Em nota pública, o Ministério da Saúde diz que os repasses para os hospitais universitários estão regulares e que o orçamento do ano de 2015 garantiu a essas unidades um acréscimo de 14% de incentivos em relação ao que já é pago pelos procedimentos. “Foi destinado adicional de R$ 207 milhões, totalizando pagamento de R$ 1,45 bilhão até outubro de 2015”.

Somente para o Hospital Universitário Antônio Pedro, que é de gestão municipal, o Ministério da Saúde informou que R$ 1,8 milhão foi destinado diretamente à unidade, por meio do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). Os recursos do Rehuf são geridos pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que é, em outras palavras, a gestão privada da saúde pública nos hospitais universitários.

A Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde alertou essa privatização diversas vezes e os movimentos sociais ligados á saúde abominam este tipo de gestão. “O processo de privatização é o mesmo em todos os setores. Deixam a instituição ruir propositalmente para que a única forma de salvamento seja a privatização. Não podemos deixar que isso aconteça com um Hospital tão importante para a cidade de Niterói e mais outros municípios vizinhos como Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá”.

A privatização traz prejuízos à população, pois são procedimentos que visarão ao lucro em detrimento do cuidado e custam muito mais caro ao poder público”, afirma a assessora parlamentar Ana Carolina Souza, da equipe de saúde o mandato Flavio Serafini.