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Comissão irá fazer visita técnica à Baía de Guanabara com atletas

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) criada para discutir a despoluição da Baía de Guanabara vai realizar uma visita técnica com esportistas que utilizam as águas do local para treinar. A informação foi dada em audiência pública do grupo realizada nesta segunda-feira (16/11), que contou com representantes dos esportes náuticos fluminenses. “O Rio perdeu uma grande oportunidade de fazer das Olimpíadas de 2016 mais do que um espetáculo para atrair turistas. Estimular a prática esportiva deveria ser uma prioridade, mas os clubes náuticos sediados na baía, por exemplo, estão agonizando. Já realizamos uma visita técnica e estamos propondo outras duas, uma com os esportistas e outra com os pescadores”, disse o presidente da comissão, deputado Flávio Serafini (PSol).

A Baía de Guanabara será palco das competições de vela olímpica e paralímpica dos Jogos Rio 2016. Guido Gelli, representante da Secretaria de Estado do Ambiente, informou que todos os pontos da baía que receberão competições estão em boas condições. “Há inúmeros problemas de poluição e de falta de saneamento na baía, mas as áreas de competições são seguras para os atletas. Eu mergulharia sem medo nesses locais. O único problema era com relação ao lixo flutuante, mas estamos construindo 17 ecobarreiras, que ficarão prontas até o início de 2016. Também contamos com ecobarcos que retiram esses resíduos da água”, afirmou Gelli.

Esportistas

Os esportistas que utilizam as águas da Baía de Guanabara relataram os inúmeros problemas que enfrentam. Segundo Douglas Moura, representante do Clube de Canoa Havaiana, ninguém tem coragem de mergulhar no local: “Os atletas não entram na baía nem durante os dias de calor. Temos medo de pegar uma doença, como hepatite, por exemplo”. O presidente da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro, Alessandro Zelesco, disse que o esporte sofre muito com os problemas da baía. “Os clubes que utilizam aquelas águas estão quase desaparecendo. É inviável a prática de esportes por causa da poluição”, informou Zelesco.

(Texto de Gustavo Natario)/ Via Site da Alerj