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Comissão Especial debate Observatório e Esporte na Baía de Guanabara

A Comissão Especial da Baía de Guanabara da Alerj promoveu duas audiências públicas, nos últimos dias 13 e 16. A primeira discorreu sobre o Observatório da Baía de Guanabara. Trata-se do acordo de cooperação técnica entre o governo do Estado e dez centros de pesquisa. A audiência mostrou que três meses depois de ser anunciado na imprensa o Observatório ainda não fez qualquer ação concreta. Pena. Presidente dessa Comissão Especial, o deputado Flavio Serafini cobrou da Secretaria estadual de Meio Ambiente as atas das reuniões com as universidades, a fim de averiguar o porquê da lentidão do processo. A outra audiência, tão importante quanto a primeira citada, foi sobre o uso que os atletas fazem da Baia de Guanabara. Diante de depoimento de esportistas, ficou decidido que a Comissão vai realizar uma visita técnica na baía com os praticantes de esporte que veem várias saídas de esgoto, inclusive em lugares de classe média alta, a poluir o espelho d’água. “Não podemos desprezar os relatos de quem realmente usa a Baía”, afirmou Serafini.

Os esportistas revelaram que têm medo de mergulhar na Baía. Para o representante do Clube de Canoa Havaiana, Douglas Moura, os atletas evitam  mergulhar na Baía até em dias de sol escaldante.  “Tememos doenças como a hepatite”. O presidente da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro, Alessandro Zelesco, por sua vez, associou a poluição à situação quase falimentar dos clubes náuticos. “Os clubes lutam para sobreviver num cenário em que a prática esportiva é desencorajada por causa da poluição. Uma baía esportiva é uma baía com seu ecossistema equilibrado”, disse Zelesco.