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Combate à violência contra a mulher

Jaqueline, 20 anos, foi violentada fisicamente pelo companheiro. Camila, 9 anos, foi estuprada pelo pai e teve que fazer um aborto inseguro. Fernanda, 32 anos, foi assediada pelo chefe. Joana, 19 anos, ao ser assediada na rua, ouviu de seus amigos que a roupa dela poderia ser o motivo. Essas e outras histórias foram compartilhadas em falas, em olhares, em apoios no dia 25/11, Dia de Combate à Violência Contra a Mulher, com as milhares de mulheres que foram às ruas do Rio de Janeiro.

 

A realidade do estado do Rio de Janeiro é dramática: somente em 2014, de acordo com o relatório Dossiê Mulher ISP 2015 (Instituto de Segurança Pública) que se refere ao ano anterior  no estado do Rio de Janeiro, 420 mulheres foram assassinadas. Este número apresenta um aumento de 18,7% em relação a 2013. São 35 mulheres mortas por mês só no Rio, ao menos uma por dia. Destas, 70% são negras e muitas são assassinadas em decorrência de violência doméstica. O mesmo documento aponta que as mulheres aqui no estado são maioria entre as vítimas de diferentes delitos: ameaça, dano patrimonial, estupro, lesão corporal dolosa. Em 2014, das 87.561 pessoas agredidas fisicamente no Rio de Janeiro, 64% foram mulheres.

 

Um grande escândalo que está em pauta é que o candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, agrediu sua mulher por duas vezes, e ainda assim, mesmo sendo uma pessoa pública, seus companheiros de partido e interesses consideram que este assunto é de cunho privado. Segundo a convenção com as principais lideranças do PMDB, que se transformou em um ato de desagravo, o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, disse que esse assunto não passa de “fofoca” e reduzindo a violência em apenas caso de disputa eleitoral alegou que “Se quiser ir pro pau, vamos pro pau!”.
No ato, estes números e esse fatídico caso dos representantes foram lembrados e entre os gritos estavam Fora Cunha, Fora Pedro Paulo. A questão do aborto, o pl 5635 da câmara federal e o texto final da CPI do Aborto que está para ser votado na Alerj e indica criminalização de todos os tipos de aborto (espontâneo, legal e ilegal) também estavam entre as bandeiras.