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Camelôs vão às ruas pelo direito ao trabalho em Niterói

Hoje, dia 5/11, os ambulantes da cidade de Niterói foram às ruas para reivindicar seus direitos e debater a repressão por parte da prefeitura. Não é a primeira vez que a prefeitura ataca esses trabalhadores. O caso dos ambulantes do Largo da Batalha se arrasta desde 2013, quando a Prefeitura aplicou o programa Calçada Legal que retirou os camelôs da calçada do bairro Largo da Batalha com a proposta de construir um Mercado Popular. Quase três anos depois, somente este ano, o espaço foi inaugurado, mas os camelôs não puderam ocupá-lo da melhor forma.

Um dos motivos, como informam os próprios trabalhadores, foi a exigência de diversos documentos formais para o credenciamento no espaço e o outro é que o lugar tem pouca circulação de pessoas, o que impacta na venda dos produtos. Para se ter uma ideia, dos 32 boxes prometidos na inauguração, apenas 9 estão em funcionamento.

Em carta que convoca o ato, os camelôs acusam a prefeitura de ‘exclusão do direito do trabalho para beneficiar apenas os empresários da cidade de Niterói”. Para eles, a prefeitura deveria, em diálogo com a população e com os trabalhadores, pensar em uma melhor proposta para garantir o direito de ir e vir dos pedestres e respeitando o outro direito fundamental, que é o do trabalho. No lugar das tradicionais barracas de comida como tapioca, milho e angu, está chegando os food trucks, segundo os camelôs. “Estamos cansados dessa exclusão e, por isso, depois de tantas tentativas de diálogo com governo para criar mais oportunidade e menos repressão, e sem conseguir dialogar com o governo decidimos ir às ruas reivindicar o direito de trabalhar com dignidade”, diz o texto que está circulando em páginas da internet.