Seca de ações

secaEm 2014, mais ou menos neste período, já se falava nos veículos de comunicação que os reservatórios do Rio de Janeiro – especialmente a bacia do Paraíba do Sul – estavam chegando próximo ao fim de seu volume útil. No período exato de um ano, o nível do reservatório equivalente que abastece o sistema CEDAE/Guandu caiu quase à metade, de 12,2% a 7,44%. O que o governo fez para mudar este cenário no último ano?

Nenhuma medida paliativa, nenhuma medida estruturante, nenhuma menção de aumentar a cobrança para os que mais gastam água – setores da agricultura e industrial – e nenhuma iniciativa concreta para o tratamento do esgoto, evitando a poluição dos rios. Falta transparência.

A CEDAE capta diariamente 4,3 bilhões de litros de água por dia. Quem são os principais usuários dessa água? Quanto chega até os consumidores finais e quanto é desperdiçado?

É preciso criar um inventário dos diferentes consumos de água, aberto ao público, para termos uma visão mais clara do tamanho da crise e das possíveis soluções.

Fechar os olhos ao problema não significa que ele sumirá.