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Saúde do trabalhador da educação é precária

saude do trabalhadorPrimeira audiência realizada pós-recesso parlamentar pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) trouxe à tona, no dia 6/8, o descaso da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) com a saúde do trabalhador da área. Entre as principais denúncias está a falta de polos de perícia médica no interior do estado. Para se ter uma ideia, um servidor que necessite de licença médica acima de três dias precisa ir à capital para o atendimento.

 

Na explanação do superintendente de Perícias Médicas e Saúde Ocupacional da SES, Carlos Eduardo Merelender, novos polos serão inaugurados, como o de Niterói, e os números de servidores que necessitam do serviço reduziu. Flavio Serafini contestou o número e afirmou que os dados apresentados não condizem com a realidade. “Fiquei perplexo com os números que não dizem nada. Como podemos afirmar que os números de pessoas que estão adoecendo estão diminuindo se eles não podem recorrer aos polos para fazer a pericia médica? Como conseguem auferir, então, estes resultados? Imagina alguém doente tendo que viajar 300 quilômetros para fazer um atendimento? É óbvio que isso interfere no resultado”, questionou Serafini, que completou: “Muito além de discutir a falta de polos de perícia, que é muito importante, temos que discutir o motivo pelo qual os servidores estão adoecendo”, refletiu.

 

Ratificando a desconfiança do deputado, a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Isabel Cristina Costa, relatou que gasta, no mínimo, R$ 150 para sair de Volta Redonda e vir à capital fazer um exame: “Esse valor é individual. Mas, um funcionário com problema de saúde não pode andar sozinho, ou seja, esse gasto dobra”. Além do custo no deslocamento, os professores têm que se ausentar três dias do trabalho para conseguir realizar a consulta. Segundo a Seeduc, a escola abona a falta do servidor durante esse período.

 

Sobre adoecimento

A equipe do mandato Flavio Serafini junto ao Sepe-RJ fez um levantamento de índices de afastamentos dos trabalhadores da educação. Seguem os números: 26,8 % Psiquiatria; 24.6% Otorrinologia; 12% Cardiologia e 8% Ortopedia. As principais causas são salas superlotadas, baixos salários, perda de autonomia, otimização de turmas, carga horária excessiva, lotação em várias escolas e excesso de burocracia.