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Ensino Superior da Rede Faetec continua em crise

A rede de Ensino Superior da FAETEC, composta pelas FAETERJ do Rio de Janeiro, Petrópolis, Três Rios, Paracambi, Duque de Caxias, Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, além do ISEPAM e ISERJ, continuam a sofrer com o corte de investimentos do Governo Estadual. Os alunos têm medo de que os cursos venham a fechar, e eles sequer consigam se formar, aumentando a evasão devido a tamanha incerteza sobre o futuro. Não existe nenhum tipo de planejamento de manutenção e expansão por parte da rede FAETEC, que foi duramente criticada pelos diretores das entidades presentes na audiência pública realizada pela Comissão de Educação nesta quarta, 26/8.

Impedidos de realizar novos contratos e renovar os atuais, a manutenção da rede de ensino superior está em risco, tendo em vista o fim progressivo e a postergação dos concursos públicos. Questionados sobre a realização de concurso público para a rede FAETEC, os representantes da Fundação na audiência se resumiram a indicar que estão “realizando estudos” até o final do ano.

Quase todas as unidades sofrem com falta de professores, como no caso de Paracambi, que saíram 11 docentes, mas apenas chegaram dois novos concursados. Além disso, as Unidades não têm autonomia acadêmica e financeira garantidas, gerando ainda mais preocupações.

Os estudantes continuam com as bolsas reduzidas para apenas 110 reais (antes eram de 364 reais),  fazendo com que diversos discentes abandonem os cursos, pois contam com o auxílio para pagar as passagens. Questionado sobre a solução do problema, o governo também não propôs nenhuma solução.

Como lembrou o diretor do ISEPAM, Gustavo Gomes, onde são oferecidos os cursos de Pedagogia, Normal e de Educação do Campo, o Estado não responde a crise de interesse na área do magistério com o maior investimento, mas reduzindo ainda mais o recursos, gerando um ciclo permanente de falta de estudantes voltados para o magistério: “A falta de professores para os cursos de formação de professores acaba por criar um ciclo sem fim. O Governo mata a criança para não faltar comida”. No ISEPAM, existem apenas 6 professores efetivos e 39 contratados.

Flavio Serafini criticou a postura do Governo Estadual, que tem que responder à crise permanente da rede: “É preciso concurso público para a rede, e que ela seja feita para cada unidade, respeitando as suas necessidades. Que os professores tenham um PCCS próprio do ensino superior, com direito à dedicação exclusiva. Que os estudantes sejam respeitados, com o valor das bolsas equiparado aos da UERJ. É o mínimo que a atual gestão deve fazer. A crise não está afetando o governo, ela é o próprio governo, é resultado das suas próprias escolhas”, reafirmou o deputado do PSOL.