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Baía Viva: Cultura e Barqueata em defesa da Baía de Guanabara

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A campanha Baía Viva é uma articulação entre entidades da sociedade civil, militantes ambientalistas, comunidades pesqueiras e do mandato coletivo do deputado estadual Flavio Serafini, e tem como objetivo destacar para a sociedade a importância desse ecossistema para a atual e para futuras gerações. Como diz o próprio manifesto do movimento “Toda sua vida, beleza e função ecológica de praias, restingas, costões rochosos, manguezais, ilhas, Mata Atlântica sofrem com o descaso constante de sucessivos governos e projetos sem o controle social adequado.”. Para alavancar a defesa da Baía este movimento programou para o dia 8 de agosto duas atividades: um Festival Culturale uma Barqueata. O ponto de encontro é a Marina da Glória, com a Barqueata começando às 9 horas e em seguida muita música, fotografia e rodas de conversa tomarão conta do espaço.

Para realizar o festival, o grupo realizou uma campanha de financiamento coletivo. As contribuições serão destinadas para produção de materiais e toda a infraestrutura necessária para o evento.

Além de ser fonte de sustento para diversas comunidades de seu entorno, a Baía de Guanabara também é um espaço de lazer e prática de esportes. As Olimpíadas de 2016, inclusive, tem competições programadas para serem realizadas ali, como é o caso das regatas de vela. Nem mesmo o megaevento esportivo tem sensibilizado as autoridades no encaminhamento de um projeto de despoluição que garanta uma Baía acessível e com vida para toda a população do Estado do Rio de Janeiro.

A Campanha Baía Viva quer, assim, que se tenha uma visão ampla dos problemas da Baía. Alguns exemplos da complexidade que cerca nosso belo cartão postal:

1 – A poluição dos rios, causada pela ausência de saneamento básico nas cidades cujos rios deságuam no belo espelho d’água, expõe toda uma população de diferentes municípios que não têm esgotamento sanitário equacionado.

2 – O parque industrial formado no entorno da baía, que não só a polui como também diminui a área de pesca;

3 – O pescador é um ator importante, porque quanto mais a pesca se torna rara na Baía mais fica claro o avanço do parque industrial sobre ela, sobretudo a indústria de petróleo.

4 – Catadores de caranguejos e marisqueiras também enfrentam dificuldades para fazer o seu ofício na baía.

5 – Os atletas, como velejadores e praticantes da canoa havaiana, treinam em condições precárias na Baía, e isso não pode ser somente discutido, no caso na vela, em função das Olimpíadas. A Baía é um centro de treinamento constante e precisa estar em boas condições independentemente de megaeventos. “”Para mim, que fiz dela meu campo de treino, uma Baía Viva vale tanto como uma medalha olímpica”, diz a velejadora Isabel Swan, medalha de bronze nos Jogos de Pequim.

6 – A luta contra o processo de privatização da Marina da Glória também também está no contexto de uma Baía Viva, já que o acesso livre à Marina, que deve ser pública, significa acesso livre a própria Baía.