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Praia sem Sossego

sossego2Morar na praia do Sossego e fazer dela seu trabalho, filosofia de vida e sustento tem sido o cotidiano de uma família que vive no local há mais de 40 anos. Ao longo deste tempo, eles foram ameaçados de remoção algumas vezes, mas hoje a situação está mais preocupante. Segundo projeto da prefeitura, a área se transformará na primeira praia pública com acesso controlado da cidade, com sede da Guarda Ambiental.

A iniciativa faz parte de uma das compensações ambientais por conta da obra da Transoceânica, que ligará Charitas ao Cafubá. Para preservar o local, a prefeitura quer remover três casas simples, que contam com instrumentos legais para a sua manutenção. Há relatos de pessoas da região de que há planos da prefeitura em construir quiosques na praia e até há previsão de um condomínio.

“Nós vivemos aqui praticamente da pesca de polvo e da venda de sacolé quando a praia está mais movimentada. Cuidamos e limpamos o espaço. Agora a prefeitura quer nos tirar. Essa ameaça não é de agora. Nossa casa não está em área de preservação”, lembrou Rosangela, uma das moradores da praia.
Vale lembrar que a Resex, a reserva extrativista marinha de Niterói, que abriga o perímetro Itacoatiara até Piratininga, engloba a Praia do Sossego.

Portanto, por ser enquadrada neste tipo de reserva, deve garantir o espaço a populações extrativistas tradicionais, que façam desta atividade sua subsistência. Mas o cenário que estamos vendo é complemente diferente. Os moradores foram orientados a se cadastrar no programa Minha casa, minha vida, ainda em construção, e, enquanto não recebem suas casas, receberão aluguel social.