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O FLUMINENSE: OAB auxiliará os moradores do Sossego

Segundo Marcelo Charléo, presidente da Comissão de Direitos Humanos, diversos pontos estipulados pela Justiça não foram cumpridos
A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) foi acionada e auxiliará os moradores da Praia do Sossego, na Região Oceânica de Niterói. Antônio Cláudio da Silva e sua família, que vivem no local há 37 anos, foram informados em maio que teriam que se retirar de suas residências em 30 dias para a construção de uma Guarda Ambiental no local. Acostumados com o lugar e vivendo de pesca, a família não desiste de permanecer onde se estabeleceram há quase quatro décadas.

Segundo Marcelo Charléo, presidente da Comissão, a OAB conferiu o que foi estipulado pela Justiça e os direitos da família se eles saíssem da área. Ele explicou que diversos pontos estipulados pela Justiça não foram cumpridos, como a reinserção da família em mercado de trabalho semelhante ao atual que eles atuam.

Antônio Cláudio ressalta que lutará até o fim pela permanência na praia do Sossego. “Minha Casa, Minha Vida é aqui. Onde constitui minha família e tiro meu sustento. Vou brigar até o fim para ficar aqui, pois é o meu lar. Tem muita gente de boa-fé me ajudando nessa batalha e acredito que vamos conseguir ganhar isto”, disse.

O deputado estadual Flávio Serafini (Psol) manifestou apoio à família da Praia do Sossego e busca, com o apoio de outras instituições, um acordo “harmonizado” com a Prefeitura.

“Recebemos o apelo desta família que vive há tanto tempo naquele local. E através da ajuda da Comissão e de outras instituições estamos buscando um acordo que harmonize interesses de ambas as partes. Que a família não seja despejada e que a Prefeitura possa realizar seu projeto na região”, disse.

Procurada, a Prefeitura de Niterói informou que tudo que foi requisitado pela Justiça por parte do município está sendo cumprido e que desconhece qualquer ação da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-RJ no processo.

A Prefeitura já tinha anunciado que a família seria realocada em um conjunto habitacional no Sapê e contaria com o auxílio de uma bolsa social no valor de R$ 600.

Por Fred Martins