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Escola de Teatro vivendo um drama

martins penaA Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) realizou uma audiência pública na Escola Técnica de Teatro Martins Pena, no Centro do Rio, nesta última quarta-feira, dia 10/6. Entre os problemas relatados pelos trabalhadores estão a falta de concursos públicos para professores e a necessidade de reformas estruturais no prédio, que é tombado.

Durante a audiência, o representante da Faetec Ubirajara Cabral, informou que pretende lançar editais de concursos para a fundação até o fim do ano. “Vamos contemplar a Martins Pena com um desses editais. Entendemos a necessidade de ter professores efetivos na escola, que deem continuidade ao trabalho feito na instituição”, disse o chefe de gabinete da fundação. Entre os relatos dos alunos, por conta da falta de professores algumas aulas foram suspensas e houve atraso na formatura por conta dessa defasagem. “Fiquei sem aula de iluminação teatral esse período porque não tinha professor. Tive que atrasar seis meses a minha formatura. O Estado não pode permitir algo assim”, desabafou o presidente do Grêmio Estudantil da Martins Pena, Felipe Bustamante.

Na parte estrutural, a escola, que é tombada por sua importância histórica e é a instituição de ensino teatral mais antiga da América Latina, encontra-se com vazamentos de água, fiação elétrica exposta, infestação de cupins e falta de equipamentos e materiais. “A situação da Martins Pena é deplorável. Uma escola que tem valor histórico, simbólico e cultural não pode ficar nessa situação”, avaliou Flavio, que tem acompanhado o caso desde que assumiu o mandato.
Por conta de seu valor cultural e histórico, os professores propuseram também um convenio entre a Faetec e a Secretaria de Cultura do Estado para ajudar na manutenção e novas fontes de recursos, além de uma nova utilização do espaço como museu e teatro aberto ao público. Ubirajara Cabral acatou a sugestão.