Home > Notícias > Educação e Juventude > Um colégio estadual sob um regime de exceção

Um colégio estadual sob um regime de exceção

Denúncias de assédio moral marcam visita à Escola Manuel de Abreu, que está destruída
visita manuel de abreuO deputado estadual Flavio Serafini recebeu uma denúncia de que a Escola Estadual Manuel de Abreu está sob um regime em que o assédio moral entrou no cotidiano da instituição. Ao visitar o colégio nesta quinta-feira (07-05), o parlamentar ficou estarrecido. Professoras relataram casos de ofensas e repressão por parte direção. Alunos também contaram que foram ofendidos. Uma aluna chegou a ser xingada com palavrões, e uma professora confirmou que assistiu a essa covarde cena.

Pior: o assédio moral não é o único problema da escola. Sua estrutura está ruindo. Há infiltrações por toda parte. Buracos no chão e na parede realçam a imagem de destruição. As salas não têm portas, o que obriga o corpo docente a dar aula de microfone. Na biblioteca, veem-se livros espalhados pelo chão. Bebedouros sem funcionar mostram que a falta d’água é algo comum na instituição. Fios desencapados levam perigo aos profissionais de ensino e ao corpo discente. E o auditório está totalmente deteriorado, à semelhança da quadra esportiva interditada. A Escola Manuel de Abreu mostra o descaso do governo do Estado em relação à educação.  Flavio Serafini vai encaminhar o caso à Comissão de Educação, da qual é titular. Infelizmente, não é a única escola do Rio de Janeiro que o Poder Publico finge não enxergar.