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Combater o machismo é pedagógico e dever do estado

Mandato protocola projeto que combate o machismo nas escolas estaduaismachismo_efeito_red

“Fica instituída a Campanha Permanente de Combate ao Machismo e Valorização das Mulheres nas Escolas Públicas de responsabilidade do Governo do Estado do Rio de Janeiro”. Este é o primeiro capítulo o projeto de lei protocolado hoje, dia 7 de maio, pelo mandato coletivo Flavio Serafini, que pretende envolver as escolas no combate ao machismo no estado do Rio. Como um processo pedagógico e coletivo, o PL pretende criar uma equipe multidisciplinar, com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários para a promoção de atividades didáticas, informativas, de orientação e conscientização sobre os direitos das mulheres e de combate ao machismo.

Entre as ações apontadas estão a capacitação de docentes e da equipe pedagógica, a inclusão no regime escolar de regras normativas que constranjam a prática do machismo; desenvolvimento de campanhas educativas, informativas e de conscientização ao longo do ano letivo; e integração com a comunidade.

A justificativa do projeto, baseada no Dossiê Mulher, organizado pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), aponta que no estado do Rio de janeiro, em 2013,  4.871 mulheres foram vítimas de estupro; e que o estado apresentou um aumento de 36% dos casos de estupro, em relação ao ano anterior.
No Dossiê de 2014, publicado na última semana, esses números são ainda mais preocupantes. Houve um aumento de 18% no número de mulher mortas em relação ao ano passado, totalizando 420 mulheres somente no estado do Rio. Quando falamos de lesão corporal dolosa, 56031 mulheres foram agredidas, quase 155 por dia e 70,9 % dos agressores têm alguma relação com a vítima, sendo que 51,7% são companheiros ou ex-companheiros.

“Além dos dados de violência que são lamentáveis, a mulher ainda ocupa posições subalternizadas em nossa sociedade. Elas ainda têm menos espaços de chefia, estão nas profissões menos valorizadas e recebem salários menores que os homens nas mesmas profissões. Ainda são as principais responsáveis pelo cuidado dos filhos e da casa. Quando propomos projetos como este e o da licença paternidade entendemos que a luta contra o machismo é pedagógica, mas, também um dever do estado”, declarou Flavio Serafini.