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Crise na educação

Secretário de educação vai à Alerj para falar sobre futuro e deixa em segundo plano a grave crise do setor

secretarioEm audiência pública na Alerj, o secretário estadual de Educação, Antonio Neto,  se expressou sobre a crise da educação do Estado e a perspectiva para 2015, diante da Comissão de Educação e trabalhadores do segmento. O titular da pasta listou os planos do governo do Estado para o futuro, chegando até anunciar a intenção de se implementar o ensino integral.

Mas como implementar a educação integral se não há atualmente professores na escola? Como falar em ensino integral, se não se dá a relevância necessária aos ensino de história, sociologia e filosofia? O governo do Estado também não cumpre a exigência de um terço da carga horária do professor para planejamento e atividades pedagógicas fora de sala. E isso é uma decisão judicial. Há outros problemas, como a falta de perícia médica no interior do Estado, obrigando os profissionais de educação a virem de longe para o município do Rio de Janeiro. “Há prioridades mais urgentes, como exigir a recomposição salarial dos profissionais de educação  e  a melhoria de condições de trabalho, já que há problemas com a merenda e funcionários terceirizados sem receber salários”, disse o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL). “Sou a favor da educação integral, mas o Rio tem de oferecer as condições para que tal promessa não seja uma mera peça de marketing”, completou Serafini, ressaltando que o governo do Estado tem obrigação de utilizar os recursos obtidos no fundo do Judiciário (R$ 6 bilhões) para tentar tirar a educação da crise.

 

Marta de Moraes, do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), afirmou que o quadro atual do ensino público é tão grave que falar em futuro pode ser desprezar as medidas urgentes a serem tomadas. “Em 2014, mais de 200 escolas foram fechadas. Nas escolas da rede, há falta crônica de material didático e houve uma brutal evasão escolar. Não temos uma infraestrututura mínima para trabalhar”, disse Marta.