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Só a luta feminista muda a vida das mulheres

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O mandato Flavio Serafini reafirma a importância do papel protagonista das mulheres na sociedade e apoia todas as lutas que têm como pauta a autonomia das mulheres.

 

O mandato Flavio Serafini reafirma a importância do papel protagonista das mulheres na sociedade e apoia todas as lutas que têm como pauta a autonomia das mulheres, a ampliação dos seus direitos e o combate a qualquer forma de violência de gênero. 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Esta data tem origem nas manifestações das mulheres trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho nas fábricas. Esta luta continua. Ainda hoje, estas estão entre as principais bandeiras de luta das mulheres, que recebem salários menores que os dos homens e são maioria entrem os pobres do mundo.

As pautas feministas são pautas do nosso mandato. Se você concorda que homens e mulheres devem ter salários iguais, se você acredita que nenhuma mulher deva sofrer violência porque usa roupa curta ou se comporta de uma determinada maneira, se acha que homens e mulheres têm os mesmos direitos, você defende o feminismo. Um problema importante de ser enfrentado é a violência contra as mulheres. Violência é qualquer uso de força contra a vontade de alguém para agredir,constranger, incomodar, ameaçar ou impedir a manifestação dos próprios desejos e vontades. A violência contra a mulher se dá quando um homem assume o papel de agressor, dominador ou disciplinador. Hoje, 80% dos casos de violência contra a mulher ocorrem com pessoas do seu vínculo afetivo como pais, namorados e maridos. A violência atinge diferentes mulheres, nas suas diferentes formas – física, sexual, obstétrica, psicológica, etc., mas vale reforçar que as estatísticas mostram que maiores vítimas são mulheres pobres e negras.

A agressividade masculina e a submissão feminina não são características naturais de cada gênero, mas sim comportamentos apreendidos através dos costumes, da educação e da socialização. Não existe nenhuma justificativa para que os homens controlem os desejos, as opiniões e a liberdade das mulheres em qualquer tipo de relação. “A violência é uma violação aos direitos humanos e às liberdades essenciais. A violência contra as mulheres é a expressão mais dura de um machismo histórico que mata mulheres todos os dias”, explicou a assessora do mandato e integrante do setorial de mulheres do PSOL, Taliria Petrone.

A realidade atual é dura. Hoje, a cada 25 segundos uma mulher é agredida no Brasil. No estado do Rio, só no ano de 2013, cerca de 5 mil mulheres foram violentadas sexualmente. As agressões físicas atingiram quase 60 mil mulheres neste ano. A Lei Maria da Penha, é uma avanço na diminuição da invisibilidade da violência doméstica, mas ainda estamos longe de políticas que de fato assegurem as mulheres.”É fundamental que o poder público garanta a divulgação sobre os direitos das mulheres e orientação às vítimas de violência. É necessário criar/ampliar estruturas de acolhimento e acompanhamento da mulher vítima de violência, sobretudo no sistema de saúde e assistência social. São fundamentais também iniciativas que ajudem na prevenção da violência contra a mulher, a partir de campanhas, projetos educacionais, iniciativas culturais que combatam o machismo e a violência contra as mulheres de um modo geral.”, afirmou Serafini. Também é fundamental aprofundarmos com a sociedade o debate sobre os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres. A autodeterminação reprodutiva e a liberdade sexual das mulheres devem ser garantidas. O sistema público de saúde deve se basear em uma perspectiva de saúde integral da mulher, levando em conta os diferentes ciclos da sua vida. A legalização e descriminalização do aborto passam por aí.

Em nosso país, uma das maiores causas de morte materna é o abortamento inseguro. Estima-se que mais de um milhão de abortos inseguros sejam feitos por ano, por mulheres, em geral, casadas, com filhos e que utilizam contraceptivos. No entanto, destas mulheres, cerca de 250 mil dão entradas em hospitais públicos com complicações, a maior parte pobres e negras, aquelas que não podem pagar por uma clínica clandestina com uma estrutura um pouco mais “adequada”. As mulheres brasileiras que engravidam contra a própria vontade, planos ou desejos, prosseguem interrompendo gestações de forma clandestina e insegura, morrendo ou adquirindo sequelas que na maioria das vezes impedem os futuros planos reprodutivos. É fundamental a revisão da legislação punitiva sobre aborto. A que a lei hoje se fundamenta em bases fundamentalistas, rompendo com o Estado Laico. Ser contra ou a favor do tema é uma opinião pessoal, mas a criminalização das mulheres que pensam diferente é uma questão de saúde pública. É papel do Estado garantir a saúde e a vida destas mulheres, o direito a métodos contraceptivos nas unidades públicas de saúde e a autonomia das mulheres que optarem por interromper sua gestação de forma segura. Defendemos educação sexual para prevenir, contraceptivos para não engravidar e aborto legal e seguro para não morrer.

Na Alerj

Foi publicada no Diário Oficial do dia 6 de fevereiro a criação de uma CPI que muito nos preocupa: A Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a “apurar os interesses em incentivar e financiar a prática do aborto”. A criminalização destas mulheres e a ilegalidade do abortamento não impedem que, por diferentes motivos, elas interrompam sua gravidez. A ilegalidade interessa apenas aos que ganham milhões no mercado ilegal. “Não apoiamos a clandestinidade e defendemos política pública de saúde para as mulheres. Ser contra o aborto é uma opinião pessoal, mas a criminalização das mulheres é uma questão política, coletiva e de saúde pública. ”, defendeu Taliria.