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PSOL na rua


Manifestação em Praça lotada em Niterói mostra a posição do parto em relação à crise política
cantareira
A chuva que se anunciava ontem (19/04) na Praça do Gragoatá, em Niterói. não espantou a multidão. O PSOL estava na rua analisando a conjuntura atual. Tarcísio Motta, que foi candidato ao governo do Estado nas últimas eleições, foi o primeiro a manifestar, ao mesmo tempo, indignação e esperança. Ele afirmou que o trabalho de base que tem como princípio a igualdade vai ocorrer em um tempo de crise e de possibilidade do novo estar nascendo. “Desde as jornadas de junho de 2012, há uma geração ansiosa por construir algo diferente do que está aí”. Tarcísio ressaltou que  o PSOL não pode apoiar um governo cujo ministério tem nomes como Joaquim Levy e Kátia Abreu, representantes, respectivamente, de segmentos que desejam um ajuste fiscal à custa do sacrífico da população e dos que se opõem à reforma agrária. “Os que desejam fazer uma transformação pelo alto, em que se vê a farsa da mudança que não vai mudar nada, como se viu no discurso de quem foi às manifestações do último dia 15 de março, não nos representam”.
O deputado estadual Flavio Serafini, que falou em seguida a Tarcísio, disse que a lógica que o PSDB, o DEM e o oligopólio da mídia desejam perpetuar é a já praticada pelo PT. “O PSDB e o DEM querem fazer um bloco majoritário, blindar e isolar o PT, para manter as coisas como elas são. E assim eles querem manter um país desigual, um país que foi um dos últimos a abolir a escravidão e no qual o acesso à educação, quando há, ocorre de forma sucateada e precarizada, em que a superexploração é sentida pelos profissionais da educação”, disse Serafini. O parlamentar ressaltou que PSDB, DEM, o PMDB e o próprio PT simbolizam hoje as elites que se sobrepõem e que se sucedem no país. Para ele, a clara intenção do PMDB, capitaneado por Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, de aprovar o financiamento empresarial de campanha e dar um fim aos partidos ditos pequenos mostra a vontade de impedir o novo e manter um status quo em que a promiscuidade entre interesse público e os interesses econômicos dá o tom. “São políticos que se sentem à vontade ao lado de empreiteiras como a Odebrecht e Camargo Corrêa”, disse Serafini.
Já o deputado estadual Marcelo Freixo disse o que está sendo a ação do governo federal com o PT à frente. “O que houve se chama estelionato eleitoral. “Mas não assinamos embaixo com o processo de impeachment. Isso seria golpe. O voto no atual governo foi um veto a Aécio Neves. Além disso, foi o voto em uma outra agenda que não foi cumprida. Mas não queremos, em substituição, um estado totalitário travestido de nacionalista. O atual governo, por sua vez, já deixou claro que não está do lado do povo indígena, do povo quilombola de um projeto de educação à altura do país, enfim, não defende as nossas bandeiras. Vamos estar nos espaços públicos, lotar os espaços de militância, para disputar a reforma política, que será decisiva. E termos de ir contra a corrente que deseja aprovar o financiamento empresarial de campanhas, já que democracia não pode ter preço. Querem assim que as mesmas empresas investigas na operação Lava-jato possam comprar nossa democracia. Freixo lembrou que haverá eleições municipais no ano que vem. “Queremos disputar a concepção de cidade. O próximo prefeito de Niterói, por exemplo, tem de ter a capacidade de, como hoje, lotar uma praça pública e perguntar a cada um de vocês que cidade nós queremos”