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Cuidando de quem?

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Trabalhadores da empresa Cuidar estão sem pagamento

 

 

Há três meses sem pagamento, os trabalhadores da empresa Cuidar, responsável pelo asseio e limpeza da rede pública de ensino do sul fluminense, foram à reunião da comissão de educação da Alerj no dia 10 de março para pedir ajuda aos parlamentares. Entre os gritos de ordem estavam “Empresa Cuidar não paga salários há três meses”, “Escolas estão sujas porque trabalhadores estão sem pagamento” e “Empresa Cuidar não cuida de seus trabalhadores”. São, no total, 900 trabalhadores e, em sua maioria, mulheres.

A empresa, que é contratada pelo Governo do Estado do Rio, está sem repasse desde outubro. De acordo com a justificativa da Cuidar, eles não têm mais capital de giro para assumir as despesas. Segundo pesquisa dos assessores parlamentares do mandato, são, até agora, 40 empresas que estão com este mesmo problema de repasse de verbas. Durante a reunião da comissão na Alerj, mais duas empresas fizeram a mesma denúncia.“Estamos vendo um jogo de empurra das responsabilidades entre a empresa e o governo do estado. Enquanto isso, mulheres estão sendo despejadas, tendo luz cortada, sendo amparada por familiares e amigos por não poderem mais comprar alimentos para suas famílias”, comentou Maria das Dores (Dodora) Mota, assessora parlamentar do mandato Flavio Serafini.

De acordo com informações levantadas pela assessoria, os pagamentos estão sendo liberados em três parcelas, sendo elas, no dia 7, 17 e 20 deste mês. Uma nova assembleia está marcada para o dia 16 de março na Câmara dos Vereadores de Volta Redonda.

Sobre a comissão de educação da Alerj

Além de apoiar a luta dos trabalhadores da Cuidar, o mandato Flavio Serafini, que é membro suplente da comissão de educação, propôs uma emenda orçamentária para que o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) tenha mais autonomia no trabalho de fiscalizações das escolas. “O CAE é um órgão fiscalizador ligado à própria gestão do Governo. Mesmo assim, é uma relação de duplo sentido: colabora e fiscaliza. Por isso, tem que ter autonomia respeitada, para que não precise ficar fazendo pedidos permanentes à Seeduc e prejudique os alunos”, defendeu Serafini.