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Crise das Universidades Estaduais

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) já atrasou pelo segundo mês consecutivo o pagamento de salários de professores, servidores técnico-administrativos e bolsistas. A Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) também anunciou corte de despesas. A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) já está sem realizar pagamentos de contas de energia, água e de serviços terceirizados. A realidade de nossas universidades estaduais é escandalosa.

No total são R$ 144 milhões de cortes no investimentos ao ensino superior estadual até agora, sendo que R$ 91 milhões são da UERJ, e o restante da Uenf e Uezo. É importante destacar que, além dos cortes, a receita inicial prevista já era pequena: apenas 3,6% do orçamento, quando o desejado é de, no mínimo, 6%. Enquanto isso, só para lembrar, o orçamento do Estado do Rio aumentou de 2014 para 2015 em R$ 4,876 bilhões.

“A crise vivenciada pelas Universidades Estaduais é uma política do Governo Estadual. Não é meramente a consequência da política de cortes, é a própria política em si: desmontar seletivamente a Educação pública do nosso Estado, direcionando as verbas para o pagamento de dívidas com os bancos e gastos dos megaeventos. Um rio de dinheiro para as empreiteiras e banqueiros, e nenhum recurso para os direitos sociais”, avaliou o assessor parlamentar Rodrigo Teixeira, que trata a pauta de educação no mandato.