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Começa Circuito das Lutas

Primeira atividade do mandato de diálogo com as lutas pelo estado do Rio foi visita a assentamento do MST em Quatis

O mandato Flávio Serafini está organizando, logo em seus primeiros meses, o “Circuito das Lutas”, um processo de visitas às resistências coletivas que pulsam em nosso estado, com o objetivo de compreender melhor o que está em jogo em cada uma delas, para podermos nos somar, lado a lado, não apenas para resistirmos juntos, mas também para contribuir na construção de uma outra sociedade, de um outro modelo de desenvolvimento. A primeira atividade do Circuito das Lutas aconteceu no sábado passado, 28 de fevereiro, no Assentamento Irmã Dorothy, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em Quatis, no Sul do estado.

 

O terreno ocupado tem 1215 hectares. Na opinião de Guilherme Gonzaga, da direção regional do MST, “trata-se uma fazenda de uma fazenda muito simbólica do latifúndio no Brasil, sempre transmitida por herança, dentro da mesma família, desde os tempos do Império”.

 

Em outubro deste ano, a ocupação da terra completa dez anos. A primeira tentativa de ocupação foi frustrada, pois o poder público, junto com fazendeiros, souberam da iniciativa e fizeram um cerco à fazenda, pela estrada principal. Poucos dias depois, adotaram a mesma tática, mas o movimento conseguiu contornar e ocupar o terreno improdutivo. Diante da perplexidade de como haviam chegado até ali, os trabalhadores sem-terra responderam: “brotamos desta terra”.

 

O deputado Flávio Serafini esteve presente junto aos assessores do mandato e com militantes do PSOL de Barra Mansa e de Volta Redonda. “Terminar uma semana que comecei tomando tiros da polícia [no ato realizado no Complexo da Maré, no dia 23] aqui com vocês é reconfortante. Não posso fazer muita coisa diretamente, mas posso ajudar a pressionar o Incra, cobrar das autoridades. Nosso mandato é uma ferramenta a serviço das lutas. Podem ter certeza do que muito mais do que um deputado está aqui um companheiro de lutas”, afirmou Serafini.

 

Ao fim da reunião, a equipe do mandato, junto com os assentados, definiram uma série de encaminhamentos, como buscar interceder junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), um ofício à prefeitura local, e ainda uma denúncia ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) de um lixão, que começa a surgir de maneira completamente ilegal, às margens do terreno ocupado.

 

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