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Cedae é ouvida na CPI da Crise Hídrica

Presidente e vice-presidente da Cedae prestam informações sobre o papel da empresa na crise hídrica do estado. Inea e secretário do meio ambiente serão os próximos a serem ouvidos

Hoje, dia 19 de março, o atual presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae),  Jorge Ferreira Briard, e o ex-presidente, Wagner Victer, foram convocados para prestar depoimentos sobre como a Companhia vem se precavendo e se posicionando em relação à crise hídrica no estado. Segundo Victer, – que comandou a empresa até o último ano e fez um histórico da Cedae durante a reunião, – todas as medidas preventivas foram tomadas neste tempo.

Flavio Serafini, que faz parte da CPI, questionou os representantes da Cedae sobre a terceirização dos trabalhos considerados atividades-meio como, por exemplo, as obras de duto e de esgoto, que acabam sugando grande parte do orçamento da empresa e não há prestações de conta transparentes e pediu a apresentação destes contratos à comissão; além disso, levantou a questão do Aquífero de Piranema, que apesar ser discutido como uma alternativa do abastecimento do estado, está sob um aterro sanitário licenciado pelos órgãos ambientais estaduais. E, assim como o deputado Paulo Ramos, reforçou a necessidade de discutir o tratamento de esgoto do Rio, que impacta diretamente na solução da crise, sem separar essa discussão do abastecimento de água.

Na próxima sessão da CPI, ainda a ser marcada, serão convocados representantes do Inea e o secretário estadual de meio ambiente, André Corrêa.