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Planejar é preciso

petropolis

Diversas instituições e movimentos sociais se reúnem para pensar estratégias para evitar tragédias na região serrana do Rio de Janeiro

 

Nos dias 6 e 7 de fevereiro foi realizado o Encontro Nacional para a Elaboração de Ações Voltadas para Impactados Socioambientais e para a composição de um Plano de Atividades para a região serrana do Rio de Janeiro, na sede do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), em Petrópolis.

 

De acordo com a organização, o objetivo do evento era planejar ações de formação e consolidação do Movimento Nacional de Afetados e Afetadas em Desastres Socioambientais (MONADES) na região, além de construir estratégias de incidência política para acesso ao direito à moradia nesse contexto específico da região serrana, que tem uma geologia, topografia e clima particulares. Com a participação de mais de 12 entidades, o encontro elaborou uma proposta popular de políticas nacional e estadual de proteção e defesa civil.

 

Entre as instituições presentes, estavam representantes do CDDH, do Fórum de Mudanças Climáticas, Núcleo de pesquisa de Desastres Ambientais da Universidade Federal de São Carlos (NEPED/UFSCAR ), pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ONG Rede de Cuidados, a procuradora do Ministério Público Denise Tarin, o vereador de Petrópolis Silmar Fortes (PMDB/RJ), além de lideranças do Quilombo da Tapera. O mandato Flavio Serafini esteve presente para ouvir as sugestões e colaborar com a proposta.

 

“Vamos pensar em como contribuir com propostas de moradia segura e planejamento urbano que ajudem a fortalecer a resistência de comunidades historicamente afetadas por eventos climáticos extremos na região serrana, eventos potencializados pela falta de equipamento e investimento público”, informou a assessora parlamentar do mandato Cecília Vieira.

A ideia, segundo a geógrafa do CDDH, Daniela Egger, é a partir do acúmulo de material e experiências deste encontro e da sistematização dos dados, promover outras oficinas de formação em cidades da região. “Queremos formar uma rede de apoio com técnicos, moradores e outras áreas de formação, além de promover uma jornada de mobilização que terá como resultado em outubro uma exposição das ações”, informou.