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Falta de salva-vidas ameaça a segurança da população nas praias

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Representantes do Corpo dos Bombeiros visitam gabinete do mandato para expor suas pautas e pedir apoio

No dia 10 de fevereiro, cinco trabalhadores do Corpo de Bombeiros visitaram o gabinete do mandato Flavio Serafini para estreitar os laços com o mandato e apresentar algumas pautas importantes para a corporação, principalmente, os salva-vidas, que estão sobrecarregados. O mandato já contatou a secretaria de Estado de Defesa Civil e o comando-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro para exigir o aumento emergencial do efetivo e melhores condições de trabalho.

Na reunião, os bombeiros relataram sobre a questão da incorporação de gratificações aos salários; a construção de postos de salvamento; a realização de concurso público para o aumento de efetivo – muito importante, principalmente, em época de mais fluxos nas praias como a época de férias e em grandes eventos. Outra questão importante pouco discutida é a criação de gratificação por insalubridade, devido à exposição ao sol à qual os salva-vidas são submetidos; condições adequadas de trabalho como, por exemplo, a distribuição de protetores solares com periodicidade, nadadeiras e construção de postos de salvamento. “As consequências do déficit de salva-vidas aumentam nossa preocupação em especial neste período de Carnaval, com grande concentração de pessoas na orla e a presença de muitos turistas. Esta é uma demanda importante tanto para os trabalhadores como para a população. Por isso, nossa urgência em pedir a resolução deste caso”, informou Serafini.

No mês de janeiro desta no, o jornal Bom Dia Brasil apresentou dados preocupantes. Em 2012, eram 16551 resgates realizados por 1335 salva-vidas. Atualmente, de 2014 até o mês de janeiro de 2015, o número de salvamento foi para 34.214 casos com apenas 900 trabalhadores. Ou seja, em dois anos, um aumento de 106% no número de salvamentos para uma redução de 32,5% do corpo efetivo. Em 2011, o Corpo dos Bombeiros do Rio de Janeiro foi responsável por grandes mobilizações da categoria. Até hoje, quatro anos depois, muitas das demandas daquele momento não foram atendidas.