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Deu na mídia

Confira a matéria:

Complexo da Maré ganhará cinco UPPs, com efetivo total de 2 mil policiais militares‘, no link http://goo.gl/SZfLKS.

jornal2a

Confira a análise da assessora parlamentar do mandato Flavio Serafini Talíria Peltrone:

A matéria do jornal O GLOBO do dia 25-02 mais uma vez apresenta uma visão parcial dos acontecimentos na Maré. E, na opinião do nosso mandato, não apresenta o lado dos favelados. O governador Pezão afirmou que a partir de junho a PM assumirá a segurança do conjunto de favelas e que isso será a forma de acabar com a guerra daquele território. Para nós, guerra não termina com mais polícia. Para nós, a militarização da vida cotidiana dos favelados só os sujeita a ainda mais violência. A guerra às drogas se traduz numa guerra aos pobres, negros e moradores da favela.

A interpretação sobre o protesto ocorrido recentemente na Maré também difere da nossa. Se o jornal afirma que “ bandidos fizeram disparos e atiraram contar equipes que tentavam liberar o trânsito” e que “a partir daí também houve confrontos dentro do conjunto de favelas”, nós vivenciamos outra experiência no ato organizado por moradores.Tiros disparados por policiais militares para direção da manifestação dentro da favela desesperou os manifestantes que pacificamente apresentavam suas bandeiras dentro do conjunto de favelas. Houve tumulto, correria, medo. Crianças ficaram presas em lojas porque não podiam sair devido ao tiroteio e às bombas de gás jogadas pela polícia. Ao longo da noite, casas também foram atingidas com bombas de gás. Um vila cheia de crianças ficou tomada de fumaça e gás.

Para nós, um lugar seguro é aquele que consegue atender as necessidades básicas da população que nele vive. As experiências de UPPs mostram que não basta o Estado estar nas favelas com polícia. É preciso um Estado presente com saúde, educação, saneamento, lazer. Ou o ciclo de violência em que vivem os moradores de favela não terá fim.