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Desmonte seletivo

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Política de austeridade do governador do RJ privilegia grandes empresas em detrimento dos direitos sociais

 

Escolas da rede estadual de educação sem verbas há meses, atividades esportivas de projetos sociais cortadas, trabalhadores demitidos e reajuste de benefícios de servidores públicos. Estas são algumas das recentes iniciativas executadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro, por conta da política de ajuste fiscal. E se a pergunta surge: para que tanta economia? A resposta é completamente questionável: para garantir o pagamento da dívida com os bancos e das empreiteiras. E outra pergunta vem logo em seguida: por que as contas não estão fechando? Esta terá a mesma resposta, porque a dívida com os bancos e as empreiteiras aumentou.

O orçamento do estado para 2015 está por volta dos R$ 82 bilhões, ou seja, 6,32%, a mais que o do ano passado, que era de cerca de R$ 78 bilhões. Em números redondos, o estado teve um aumento de quase R$ 4 bilhões. Outra importante fonte de renda para o estado também aumentou: a arrecadação do ICMS passou de R$ 31,4 bilhões para uma previsão de R$ 33,6 bilhões. No entanto, em 2015, os investimentos do estado em serviços públicos diminuíram 10,58%, enquanto a despesa com as dívidas, aumentou 16,6%. Apenas durante o Governo Cabral/ Pezão, ou seja, de 2007 para cá, a dívida do estado passou de R$ 50,462 bilhões para R$ 89, 862 bilhões, um salto de mais de 78%, de acordo com dados da pesquisa realizada por assessores do mandato.

 

Nós do PSOL temos uma posição clara a favor da austeridade, mas da austeridade que corta regalias, da austeridade que corta daqueles que querem privilégios do setor público, dos grandes que querem isenções fiscais, ou os que querem grandes salários, que querem mordomias. Mas nós somos contra medidas de austeridade que cortem na carne dos trabalhadores, dos assalariados, que deixem desesperados centenas, milhares de trabalhadores que estão sem receber salários. Essa é a nossa posição. E a nossa posição sobre a austeridade fiscal e o ajuste de contas que o governador Pezão quer fazer é: corte dos seus acordos políticos. Corte daqueles que têm mordomias. Reveja as isenções fiscais das empresas que lucram bilhões em nosso estado, mas não corte dos trabalhadores, não corte da educação, não corte da saúde, não corte dos serviços de salva vidas e do corpo de bombeiros, nem dos serviços essenciais pra que nossa população viva bem. Nós vamos fazer uma oposição acirrada contra o corte de recursos nas áreas estratégicas do estado do Rio de Janeiro”, discursou Flavio Serafini, no dia 11 de fevereiro no plenário da Alerj.